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07/11/2007

A Saudade é...


"... A Saudade é um luto, uma dor, uma aflição... É um cortinado roxo que me cobre o coração ..."
Pois é.
Saudades vossas!! :(
(Obviamente que cortinados roxos é muito mau... estes são fashion ;P)

04/11/2007

Breaking Down & Rebooting


Por favor...

Será possível recuperar alguma sanidade mental???

Impedir as obrigações, o stress e tudo-o-mais-frenético de absorver coisas boas como se estivessem em areias movediças?

Porque é que o 5 de Outubro, por exemplo, já me parece tão distante? Porque é que deixamos a vida complicar-se até ser só uma vidinha? Uma sobrevivência rotineira??

Porque é que dizemos "Recuso-me!", para depois reconhecer que temos de alinhar nos joguinhos de marionetas vivas, cheios de previsibilidades?

Estou cansada, e ainda é cedo!!


Tem de haver coisas a mudar! Será possível?...


... Show me something new ...
(1ª foto tirada em Carvoeiro; efeito frosted glass. 2ª foto: agradecimentos á Cau, @ Brasil!)

19/09/2007

A Estrela Inalcançável

Vai...
Para sonhar o que poucos ousaram sonhar. Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito. Para alcançar a estrela inalcançável.

Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela. Sem quereres saber quão longe ela se encontra; nem de quanta esperança necessitarás; nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Para carregar sobre os ombros o peso do mundo. Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço. Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.

Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti. Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar. Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Para amar com pureza e castidade. Para devolver à palavra “amigo” o seu sabor a vento e rocha. Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e/ou muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens. Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite. Para vencer o medo.

Não medirás as tuas forças. O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras. Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira. Olharás para tudo com espanto. Saberás que, sendo tu nada, és capaz de tudo.
Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer. Para viver daquilo que mata. Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.

Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados. Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza. Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo. Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam. Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto. Uma força que não é tua nos teus braços. Beijá-las-às e voltarás a pô-las nos seus lugares.

Para ir mais além. Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram. Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: “ainda não é suficiente”. Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava. Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada. Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.
Para tocar o intocável. Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar. Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.

Para alcançar a Estrela Inalcançável.
...
...
...
Andei a remexer em cartões de aniversário de há muito tempo... E outros de há muito, muito tempo. Encontrei este, de quando fiz 17 anos. (Meu Deus, 17... onde está o meu Eu de 17...)
Depois vi o remetente... "Aninhas".
Oh Ana... há quanto tempo não te vejo? E moras na minha rua!... Na era do Messenger...
E depois pensei... culpa minha? Tua? Nossa? Culpa sequer?...
É curioso... como as pessoas se afastam. Porque as pessoas se afastam.
Como por vezes nem parece haver um porquê justificável.
E ao mesmo tempo... o meu MSN está cheio de contactos inúteis. É inegável. 128 contactos é uma estupidez. Eu devo falar com um, dois décimos...
O mais engraçado, Ana (que nunca vais ler isto, parece-me...), é que já apaguei o teu contacto. Segundo o registo, não estás online desde não-sei-quando em 2005. "Perdi-te".
E mais foste a única, em 130 pessoas, que me tentou ensinar o caminho até à Estrela Inalcançável...

14/09/2007

Fim do Verão


Mais um Verão que chega ao fim...

Férias... Viagens... Pessoas... Lugares... Momentos...



Tudo.


Leiria... Porto... Figueira da Foz... Torres Vedras... Algarve...
Veneza... Olímpia... Santorini... Mikonos... Dubrovnik....

Coisas boas... Coisas menos boas...

Os meus pais... a mana... a minha avó... o meu tio... os meus primos...
A Mafalda... O Teles... A Pinto... A Dina... A Diana...
A Nês... A Taty...
A Joana...
A Cláu... e todos os presentes no dia 4 de Agosto...

Outros... muitos outros...



Estou pronta. Venha mais um ano :)
(todas as fotos de minha autoria)

29/07/2007

Nostalgia...

Há algumas semanas encontrei-te na rodoviária, casualmente... embora já nesse dia me tivessem perguntado por ti, imagina!
E contrariamente ao que é costume (pelo menos que eu lembre), esta noite tive um sonho. Completamente insano (isto sim, habitual), cheio de gente que não conheço... e contigo.

"Joana, sabes porque é que vais perder o jogo?"

Também fora do habitual, ontem à tarde fui correr. E passei por lá. Hoje passei novamente, de carro. Está mais amplo, menos sossegado, mais urbano. Só agora reparei, e foi estranho. Afinal de contas, era o "nosso" lugar. Nesse Verão até saí bastante, mas que agenda!, tanta gente, para tantos sítios... Ou seja, contigo, ali.

"Jogas muito à defensiva. Recuas, ficas sem jogadas e eu faço Dama na mesma..."

Era aquele pedacinho de "Paradise on Earth". Como no nosso primeiro lugar (aí é que nunca mais voltei... não há mais nada que me leve lá...). Era aquele mesmo comprimento de onda que nunca precisou de explicação, e que ainda existe, mesmo nas conversas banais à espera de um autocarro... Gostei de saber que estás bem, que mesmo deixando activamente a competição, continuas a fazer o que gostas, tens projectos e arriscas. Como me ensinaste a fazer. Eu diria mesmo que comecei por ti.

...
"Grande coisa... Tu ganhas de qualquer forma!"


Voltei a recuar... e agora quando olho para trás, quando penso na vida académica de então, nas pessoas, nas escolhas que fiz... Ocorre-me pensar que fui estrondosamente idiota, porque... não sei se ganhaste ou não (espero que sim), dado o computo global e os meses que se seguiram. Mas eu saí a perder.

"Com o tempo vais lá..."

Já há algum tempo que sentia que tinha de escrever isto, apesar de nunca o ires ler. Seguiste em frente, eu também. Apenas não consigo evitar uma certa nostalgia... talvez até saudades... daquele tempo em que era tudo mais fácil,


"If I turn into another
Dig me up from under what is covering
The better part of me
Sing this song
Remind me that we'll always have each other
When everything else is gone"


e eu segui a fantástica arte de complicar (isto, se não é habitual, é pelo menos recorrente...). E não, isto não é bem um arrependimento, não é uma recaída. É a dita nostalgia, e quem sabe a tristeza de só agora ver as falhas ao crescer, a tristeza de nunca mais ter encontrado ninguém como tu.

Nem mesmo em sonhos...