É ao ver coisas assim que me enchem de pena aquelas pessoas que não querem ter filhos...
Como é possível resistir a uma risada destas???
Bebé que ri como gente grande, de algo tão deliciosamente infantil...
Eu vejo vezes sem conta, e outra vez, e outra vez, e ainda outra, e rio quase de igual forma, talvez na esperança de ser assim novamente...
29/07/2007
Nostalgia...
Há algumas semanas encontrei-te na rodoviária, casualmente... embora já nesse dia me tivessem perguntado por ti, imagina!
E contrariamente ao que é costume (pelo menos que eu lembre), esta noite tive um sonho. Completamente insano (isto sim, habitual), cheio de gente que não conheço... e contigo.
"Joana, sabes porque é que vais perder o jogo?"
Também fora do habitual, ontem à tarde fui correr. E passei por lá. Hoje passei novamente, de carro. Está mais amplo, menos sossegado, mais urbano. Só agora reparei, e foi estranho. Afinal de contas, era o "nosso" lugar. Nesse Verão até saí bastante, mas que agenda!, tanta gente, para tantos sítios... Ou seja, contigo, ali.
"Jogas muito à defensiva. Recuas, ficas sem jogadas e eu faço Dama na mesma..."
Era aquele pedacinho de "Paradise on Earth". Como no nosso primeiro lugar (aí é que nunca mais voltei... não há mais nada que me leve lá...). Era aquele mesmo comprimento de onda que nunca precisou de explicação, e que ainda existe, mesmo nas conversas banais à espera de um autocarro... Gostei de saber que estás bem, que mesmo deixando activamente a competição, continuas a fazer o que gostas, tens projectos e arriscas. Como me ensinaste a fazer. Eu diria mesmo que comecei por ti.
...
"Grande coisa... Tu ganhas de qualquer forma!"
Voltei a recuar... e agora quando olho para trás, quando penso na vida académica de então, nas pessoas, nas escolhas que fiz... Ocorre-me pensar que fui estrondosamente idiota, porque... não sei se ganhaste ou não (espero que sim), dado o computo global e os meses que se seguiram. Mas eu saí a perder.
"Com o tempo vais lá..."
Já há algum tempo que sentia que tinha de escrever isto, apesar de nunca o ires ler. Seguiste em frente, eu também. Apenas não consigo evitar uma certa nostalgia... talvez até saudades... daquele tempo em que era tudo mais fácil,
"If I turn into another
Dig me up from under what is covering
The better part of me
Sing this song
Remind me that we'll always have each other
When everything else is gone"
e eu segui a fantástica arte de complicar (isto, se não é habitual, é pelo menos recorrente...). E não, isto não é bem um arrependimento, não é uma recaída. É a dita nostalgia, e quem sabe a tristeza de só agora ver as falhas ao crescer, a tristeza de nunca mais ter encontrado ninguém como tu.
Nem mesmo em sonhos...
E contrariamente ao que é costume (pelo menos que eu lembre), esta noite tive um sonho. Completamente insano (isto sim, habitual), cheio de gente que não conheço... e contigo.
"Joana, sabes porque é que vais perder o jogo?"
Também fora do habitual, ontem à tarde fui correr. E passei por lá. Hoje passei novamente, de carro. Está mais amplo, menos sossegado, mais urbano. Só agora reparei, e foi estranho. Afinal de contas, era o "nosso" lugar. Nesse Verão até saí bastante, mas que agenda!, tanta gente, para tantos sítios... Ou seja, contigo, ali.
"Jogas muito à defensiva. Recuas, ficas sem jogadas e eu faço Dama na mesma..."
Era aquele pedacinho de "Paradise on Earth". Como no nosso primeiro lugar (aí é que nunca mais voltei... não há mais nada que me leve lá...). Era aquele mesmo comprimento de onda que nunca precisou de explicação, e que ainda existe, mesmo nas conversas banais à espera de um autocarro... Gostei de saber que estás bem, que mesmo deixando activamente a competição, continuas a fazer o que gostas, tens projectos e arriscas. Como me ensinaste a fazer. Eu diria mesmo que comecei por ti.
...
"Grande coisa... Tu ganhas de qualquer forma!"
Voltei a recuar... e agora quando olho para trás, quando penso na vida académica de então, nas pessoas, nas escolhas que fiz... Ocorre-me pensar que fui estrondosamente idiota, porque... não sei se ganhaste ou não (espero que sim), dado o computo global e os meses que se seguiram. Mas eu saí a perder.
"Com o tempo vais lá..."
Já há algum tempo que sentia que tinha de escrever isto, apesar de nunca o ires ler. Seguiste em frente, eu também. Apenas não consigo evitar uma certa nostalgia... talvez até saudades... daquele tempo em que era tudo mais fácil,
"If I turn into another
Dig me up from under what is covering
The better part of me
Sing this song
Remind me that we'll always have each other
When everything else is gone"
e eu segui a fantástica arte de complicar (isto, se não é habitual, é pelo menos recorrente...). E não, isto não é bem um arrependimento, não é uma recaída. É a dita nostalgia, e quem sabe a tristeza de só agora ver as falhas ao crescer, a tristeza de nunca mais ter encontrado ninguém como tu.
Nem mesmo em sonhos...
28/07/2007
Os Bolos da Célia
Uma gulosa incurável como eu perder-se-ía facilmente na cozinha desta senhora.
Mais do que iguarias, ela cria obras de arte, aqueles bolos que quase parecem fantasia...

Mais do que iguarias, ela cria obras de arte, aqueles bolos que quase parecem fantasia...

Mas tudo começou a partir de algo bem mais real: o nascimento de um filho com paralisia cerebral trouxe uma nova forma de olhar o mundo, uma nova profissão e muitas alegrias a uma mulher que não baixou os braços.
Desejo-lhe sinceramente o maior sucesso e felicidades! Nós por cá, adocemos o olhar com os Bolos da Célia...
22/07/2007
Ser Infantil...
Ser infantil
Pra durar mais vidas
cada uma inventada num cenário diferente...
Castelos de sonhos
Sonhos de pedra...
Rainha e senhora de um mundo tão doce
Mar despreocupado
de ambições marinheiras...
E riso riso riso...
Uma espera que avança
sem saber
que voltar atrás
Um dia, vai querer...
Disparates...
e pergunto...
não... Porquê?
Porque quero.
Quero ser criança
sou criança
num casulo muito grande
Corro descalça pela seara
grito e ignoro
sigo a andorinha
e como algodão doce
e durmo...
Em sonhos de pedra...
Pra durar mais vidas
cada uma inventada num cenário diferente...
Castelos de sonhos
Sonhos de pedra...
Rainha e senhora de um mundo tão doce
Mar despreocupado
de ambições marinheiras...
E riso riso riso...
Uma espera que avança
sem saber
que voltar atrás
Um dia, vai querer...
Disparates...
e pergunto...
não... Porquê?
Porque quero.
Quero ser criança
sou criança
num casulo muito grande
Corro descalça pela seara
grito e ignoro
sigo a andorinha
e como algodão doce
e durmo...
Em sonhos de pedra...
Este... poema... tem mais de um ano. Provavelmente na altura teve um contexto ou um estado de espírito próprio, e embora continue a gostar dele, certamente estou bem mais crítica.
No entanto... não posso deixar de pensar o quanto ainda faz sentido (provavelmente cada vez mais, com o girar do relógio...).
Anyway... voltei! :)
Até breve (quando houver uma pausa...)
06/07/2007
A Marcha dos Pinguins

Hoje vi este filme e achei Brilhante! Mesmo.
E não foi apenas (se bem que em boa parte...) pelas reluzentes paisagens geladas...
E não foi apenas (se bem que em boa parte...) pelas reluzentes paisagens geladas...
Foi pela forma como todo o filme é narrado, que encanta, dá uma vida fantástica a tudo o que vemos, aproxima da vertente humana a fascinante odisseia da reprodução e sobrevivência destes simpáticos animais....
Foi também pela banda sonora, extremamente bem conseguida.
Foi, acima de tudo, pela consciência terrível que reacendeu..., de que muita coisa está errada neste mundo, nesta Natureza que nos deu vida em troco da sua, que matamos a cada instante...
Aconselho. Definitivamente e sem sombra de dúvida.
02/07/2007
Como se faz para manter um amor?
Mãe e filha caminhavam pela praia. A certa altura, a menina perguntou:
- Como se faz para manter um amor?
A mãe olhou para ela e disse:
- Pega num pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez, e reparou que com quanto mais força apertava a areia na mão, mais depressa ela se escapava.
- Mas assim a areia cai!
- Sim -disse a mãe.- Agora, abre completamente a mão...
A menina assim fez, mas o vento levou consigo a areia que restava.
- Assim também não consigo mantê-la na mão!
- Agora pega outra vez num pouco de areia e mantém-na na mão semiaberta, como se fosse uma colher... -disse a mãe- suficientemente fechada para protegê-la e suficientemente aberta para que não se escape.
A menina experimentou e viu que a areia não se escapava da mão e estava protegida do vento. É assim que se faz durar um amor...
Autor Desconhecido
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