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09/10/2014
29/08/2013
Nada Depois de Ti
Por Rodrigo Guedes de Carvalho
O que tenho para dizer vai parecer ríspido e desnecessário. Vai soar à bruta, vindo de voz sem alma. Mas é a mais absoluta das verdades que trago dentro. Quero que morras comigo. Estás a ver? Sentiste já o calafrio de quem está a ler-nos? Quem deseja a morte de alguém que ama? Que monstro? Mesmo tu terás percebido mal, espera, deixa-me recomeçar. Apanhaste-me o pensamento a meio, tens de ouvir tudo, é por isso que as pessoas falam de coisas fora de contexto. E ainda assim, mantenho o que disse. Escuta-me até ao fim. O que disse até agora é apenas o fim do que penso. Há mais antes disso. Há, simplesmente, eu partir e tu ficares. Depois, e só depois, morrermos juntos, tranquilos, de mão dada a olharmo-nos ainda, ou de repente, um desastre que nos apanha a meio de uma frase; que seja rápido. O que não pode acontecer (ouve-me bem), o que não pode nunca acontecer (escuta para não dizeres depois que não sabias), é tu partires e eu ficar por cá. Não pode acontecer. Repara que é diferente de espero que não se verifique: é não pode acontecer. Sobretudo pelo que me vou sentir maçado, a tentar disfarçar a náusea (tu conheces-me) de cada vez que se aproximarem de mim, e não serão poucas ou poucos, a perguntarem se podem fazer alguma coisa, que preciso de descansar, mas sobretudo, sobretudo, a garantirem-me que a vida continua, que agora dói mas o tempo tudo cura, que me agarre às recordações boas mas que siga com a minha vida. O que me iria chatear (tu conheces-me) é as outras pessoas que não são nós, os outros, esse inferno de que falava o Sartre, simplesmente porque as pessoas não sabem, não saberão nunca, que a vida não continua coisa nenhuma, que há leis que a nós não se aplicam, que chegámos um ao outro lutando contra todas elas, essas regras, leis, mandamentos medíocres, esses lugares-comuns, essas maçadoras previsíveis pequeninas maneiras de se viver sem viver tudo, gente que não percebe que não vives afinal se não nos entregarmos mesmo, olhos fechados sem medo de cair porque o outro está lá, está lá, e por isso inconcebível que não esteja. E como é inconcebível não pode ser, não pode acontecer, diferente de desejo que tal não suceda, por isso morrermos juntos, entende agora, ou daí eu partir e tu ficares, quando muito, porque é tão óbvio que não há nada depois de ti, tão impensável que venha o medíocre previsível patético próximo passo, de deixarem passar um tempo e depois porem-se a arranjar-me namoradas, a fingirem que ela entrou no restaurante por acaso, olá vocês não se conhecem pois não, até porque não percebem que nem sequer há mais restaurantes sem ti, nada sem ti, de forma que já hoje, já esta noite, vou tentar compor-te a canção, vou-me atrapalhar todo com as notas, vou desafinar, mas é daquelas coisas que quero fazer antes de partir, contigo ainda porque não há nada depois, vou desengonçado a cantarolar, mas tu não te importas, porque sabes de onde vem a canção. E só tu.
16/12/2012
01/04/2012
Recipe for an Awesome Weekend
Saturday: After a bit of unproductive college, add a couple of friends and drop by Starbucks. Follow with a football match and end the night with some junk food.
Sunday: Start the lazy morning with breakfast-in-bed (bacon & eggs, toasts, juice & cookies). Do nothing during the day except watching movies. Eat some more. (And kiss & cuddle if you can, because you know you'll miss it...).
Ta-da!!!!
01/02/2012
Lá teve de ser...
A pontada do açúcar já pairava há alguns dias...
Tive de comprar uma tablete de chocolate, mas o que me apetecia mesmo era este... A consistência parece p-e-r-f-e-i-t-a!!!
15/01/2012
Migrações Pendulares
É deprimente sair do conforto do meu lar para iniciar mais uma semana de trabalho... Ainda se o meu quarto durante a semana fosse este... ;)
18/12/2011
Já não há como escapar...
O Natal já está na categoria de Iminente... e não sei porquê, apesar de tudo, palpita-me que vai ser um Natal à maneira. Haverão surpresas, certamente :)
06/12/2009
Sobre "O Concerto"
Não vou pôr fotos, nem videos, nem nada.
Não vou fazer exaltações, nem comparações.
Só vou dizer:
Excedeu expectativas. Largamente.
O perfeito (mesmo o quase) não se explica.
Vive-se e é uma sorte.
E para quem não pôde ir, contentem-se com esta...
E...

Não vou fazer exaltações, nem comparações.
Só vou dizer:
Excedeu expectativas. Largamente.
O perfeito (mesmo o quase) não se explica.
Vive-se e é uma sorte.
E para quem não pôde ir, contentem-se com esta...
E...

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