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24/09/2014

for women who are ‘difficult’ to love

you are a horse running alone
and he tries to tame you
compares you to an impossible highway
to a burning house
says you are blinding him
that he could never leave you
forget you
want anything but you
you dizzy him, you are unbearable
every woman before or after you
is doused in your name
you fill his mouth
his teeth ache with memory of taste
his body just a long shadow seeking yours
but you are always too intense
frightening in the way you want him
unashamed and sacrificial
he tells you that no man can live up to the one who
lives in your head
and you tried to change didn’t you?
closed your mouth more
tried to be softer
prettier
less volatile, less awake
but even when sleeping you could feel
him travelling away from you in his dreams
so what did you want to do love
split his head open?
you can’t make homes out of human beings
someone should have already told you that
and if he wants to leave
then let him leave
you are terrifying
and strange and beautiful
something not everyone knows how to love.

 Warsan Shire, “for women who are ‘difficult’ to love”

26/11/2007

Coisas...

O mundo grita... e eu corro, eu caio, eu quero...
Continua...
O sol trespassa-me
e eu sou vidro e vento...
Ainda tenho o teu perfume naquela folha de papel.

Um segredo

E eu chego. Ainda estás
Tal como me lembro de ti.
Sou ruído, sou rosa
E o respirar na curva dos teus lábios...
Ainda...
Mas agora

Estou contigo.






Pois... Tem quase 2 anos o raio do poema. Engraçado é que... tem coisas que são mentira, tem coisas que são verdade.
Usando um slogan já conhecido: "Há coisas que nunca mudam..."
:D

26/08/2007

Para a Nês...


Três Anjos de lua
De um sonho feliz,
a mão estendida
no que o destino diz.
Escrita que não basta
para recordar
Vontade tão forte,
de três estrelas de norte,
Num castelo do ar...



De mim para a Nês... com aquele Abraço.
@-;---

22/07/2007

Ser Infantil...

Ser infantil
Pra durar mais vidas
cada uma inventada num cenário diferente...

Castelos de sonhos
Sonhos de pedra...
Rainha e senhora de um mundo tão doce
Mar despreocupado
de ambições marinheiras...
E riso riso riso...
Uma espera que avança
sem saber
que voltar atrás
Um dia, vai querer...

Disparates...
e pergunto...
não... Porquê?

Porque quero.
Quero ser criança
sou criança
num casulo muito grande
Corro descalça pela seara
grito e ignoro
sigo a andorinha
e como algodão doce
e durmo...

Em sonhos de pedra...




Este... poema... tem mais de um ano. Provavelmente na altura teve um contexto ou um estado de espírito próprio, e embora continue a gostar dele, certamente estou bem mais crítica.
No entanto... não posso deixar de pensar o quanto ainda faz sentido (provavelmente cada vez mais, com o girar do relógio...).
Anyway... voltei! :)
Até breve (quando houver uma pausa...)